Jiu-Jitsu nas Arábias

junho de 2015

por gerente

Bruno Domato de Aragão, faixa preta de Jiu-Jitsu, pratica a arte marcial desde 1995. Trabalhava no administrativo do OGMO no porto quando descobriu em um site especializado que estariam selecionando professores de Jiu para trabalhar nos Emirados Árabes. Foi então que resolveu encarar uma nova vida no Oriente Médio. “Uma amiga que veio um ano antes de mim já havia me falado sobre o projeto do Sheik Mohammed bin Zayed Al Nahyan, príncipe herdeiro de Abu Dhabi e vice-comandante supremo das forças armadas dos Emirados, que vinha implantando Jiu-Jitsu nas bases militares e também nas escolas públicas dos Emirados. Aqui Jiu-Jitsu é matéria escolar”, informa.

“Eu sempre fui apaixonado por Jiu-Jitsu, sempre tive vontade de dar aula, principalmente para crianças e iniciantes. Sempre ajudava os novatos na academia, substituía algum professor quando eles precisavam se ausentar para ir lutar no exterior ou algo parecido. Mas pelo grande número de campeões e de atletas de ponta que eu conheço, no meu pensamento ficaria difícil sobreviver somente dando aulas e por isso eu sempre deixei o Jiu como segundo plano na minha vida. Esse sonho ficou guardado um bom tempo”, revela.

Passou por um processo de seleção feito pela internet com professores de Jiu do mundo todo, foi aprovado pela Palms Sports - empresa que presta serviço ao governo dos Emirados – e chegou em Abu Dhabi em janeiro de 2014, com mais 12 pessoas sendo 11 brasileiros, um português e um espanhol.

“A empresa me deu um contrato onde dizia que eu iria ter moradia e salário, mas não dizia aonde eu iria trabalhar e nem morar pois ela prestava serviço para todos os países dos Emirados e eu poderia trabalhar na base do exército ou na escola e em qualquer cidade, desde Abu Dhabi - maior centro econômico do país - até Sila’a, região oeste a 13 km da fronteira da Arábia Saudita, dependeria da necessidade”, conta Bruno.

Acabou indo para uma cidade chamada Al Ain, a 130 km de Abu Dhabi e 100 km de Dubai. “Estou muito satisfeito, não só com a cidade, mas também com os amigos que fiz aqui, pois nesse projeto que trabalho hoje em dia só aqui em Al Ain moram aproximadamente 60 faixas preta de Jiu-Jitsu e mais de 90% são brasileiros”. Ele trabalha em uma escola pública das 7h30 às 13h30, de domingo a quinta, pois lá o fim de semana é sexta e sábado.

Bruno estranhou os costumes no começo, como as vestimentas das mulheres e a diferença cultural entre Brasil e EAU, mas com o tempo isso passou. “Posso citar algumas diferenças. Bebida alcóolica aqui não se vende na rua, supermercados ou bares. Se quiser beber só pode dentro dos bares de hotéis ou em casa. Aqui não se come carne de porco, por isso se quiser comer tem que saber os lugares específicos”, avisa.
“Hoje em dia gosto daqui pela segurança, você pode andar qualquer hora do dia e da noite sem correr risco, sou respeitado profissionalmente como professor de Jiu-Jitsu e faço o que mais amo, que é ensinar crianças e iniciantes. Esse trabalho consegue me dar uma qualidade de vida muito acima da que eu tinha aí no Brasil, ou seja, trabalho e cumpro meu horário na escola, vou ao clube que sou sócio onde posso fazer várias atividades de entretenimento e de esportes e a noite treino o meu Jiu-Jitsu com os amigos, que também trabalham no projeto. Nos finais de semana posso ir a Dubai ou Abu Dhabi aproveitar as inúmeras atrações que existem para se fazer. De carro nessas estradas que parecem um tapete fica ainda melhor”, garante.
A cidade onde mora, além de ter um time de futebol muito tradicional, o Al Ain FC, é conhecida por algumas atrações turísticas como museus, universidades, aeroporto internacional, lagos verdes entre as montanhas, zoológicos, aquários, corrida de camelos, jardins, hotéis de variados níveis de luxo, estâncias turísticas, campos de Golf, sítios arqueológicos, entre outros. “O que eu mais gosto é o parque temático chamado Wadi Adventure, onde você pode fazer Rafting, Tirolesa, Wake, Caiaque e surfar em uma piscina de onda que chega a dois metros e isso tudo em uma estrutura criada no deserto, entre rochas e muita areia. O que realmente me espantou aqui nos Emirados é a estrutura que eles montam no meio do nada, onde só existia areia e tudo aqui é o melhor ou o maior do mundo”, risos.
Bruno pensa em voltar a Santos um dia, quando tiver condições de abrir o próprio negócio, sem nunca parar de dar aula, onde realmente se realiza. E claro, como todo bom filho, também sente saudades de casa. “Sinto falta da minha família, de tomar água de côco na praia, do convívio com os amigos, e de uma tigela gigante de açaí”, conclui.

Confira as dicas de turismo pelos Emirados Árabes:
Dubai (fonte: Guia em Dubai.com)
The Palm Jumeirah - Na forma de uma árvore de palmeira, o arquipélago é artificial (criado em cima do mar)  com várias construções residenciais, hotéis e resorts de luxo com o custo de não menos de 1.5 bilhão de dólares.
- Burj Khalifa  - Edifício mais alto do mundo com 828m de altura, 160 andares, 57 elevadores e custou em torno de 4,1 bilhões de dólares
- Dubai Mall - É um dos maiores shoppings do mundo com mais de 1.200 lojas e mais de 150  restaurantes, tem um dos maiores aquários do mundo, Dubai Aquarium, onde vivem mais de 33.000 animais marinhos incluindo mais 400 tubarões e raias gigantes, la é onde fica o show das águas dançantes  assim como o de Las Vegas nos EUA. São 1.5 milhões de fontes iluminadas jorram águas que balançam e rebolam ao som de músicas árabes e internacionais, numa imensa lagoa artificial situada no coração do complexo Downtown Burj Khalifa.
- Mall of the Emirates – A extravagância fica por conta da sua pista de ski artificial, construída dentro de uma imponente tubulação gicantesca que fabrica neve e você pode esquiar a temperaturas abaixo de zero enquanto nas ruas o calor  pode chegar a mais de 50 graus.
Madinat Jumeirah - O complexo imita uma cidade árabe, com lojas tipo bazares, restaurantes, boates e um belo canal (artificial) cheio de gôndolas que lembram as de Veneza, além do souk existe uma praia particular, hotéis de luxo,  inspirados no melhor estilo dos palácios árabes das Mil e Uma Noites, a riqueza de detalhes e fascinante.
Burj al Arab – O único hotel com classificação informal de 7 estrelas, tem o formato de vela de um barco, em cima  de uma pequena ilha artificial montada especialmente para ele na costa do Golfo Pérsico. Com seus 321 metros, carregou o título de hotel mais alto do mundo até 2007, quando inaugurado o Rose Rayhaan by Rotana, também em Dubai.

Abu Dhabi
- Sheikh Zayed Grand Mosque Considerada a oitava maior mesquita do mundo, interior é coberto por um tapete persa é o maior tapete do mundo com mais de 1200 artesãs medindo 5,627 m2  e 47 toneladas.
– Emirates Palace Hotel  é um dos hotéis 5 estrelas mais luxuosos do planeta, e fatos curiosos é Aproximadamente 3 bilhões foram gastos na construção do hotel, 5 kilos de ouro puro ( 18 quilates) são utilizados anualmente para o decoração dos doces e cafés oferecidos, 15 restaurantes, 8000 pés de arvores, 1800 funcionarios de 49 nacionalidades diferente e o valor da pernoitena melhor suíte é de 15000 dolares
 – Yas Marina Circuito de F1 é o mais luxuoso autódromo do mundo, único cicuito ligado a um hotel de cinco estrelas, o futurista The Yas Hotel. O curioso é que a pista além de beirar o hotel, ela passa por baixo dele,
– Ferrari World São mais de 20 brinquedos, museu, uma superloja com produtos da Ferrari, restaurantes e tem a montanha russa mais rápida do mundo.
– Corniche Margeia a cidade de Abu Dhabi ao longo de quase 6 km de extensão nela existem  jardins, fontes e várias áreas verdes espalhados  entre modernos edifícios e palácios de frente para o mar, inlcusive o sofisticadíssimo Emirates Palace Hotel.

 

 

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