De Lado!

junho de 2015

por gerente

Dirigir literalmente de lado é o objetivo do Drift, atividade mais que radical. Em Santos temos um representante que está liderando o ranking do Drift Brasil, Diego Higa O Drift é uma técnica radical de direção de carros. Seu objetivo é deslizar nas curvas, escapando a traseira do veículo, girando o volante para que as rodas dianteiras estejam sempre em uma direção oposta a curva. Se o carro vira para a direita, então a roda deve estar à esquerda, e vice-versa. O propósito é controlar o nível de derrapagem, fazendo o carro literalmente andar de lado.

A técnica teve início no Japão em 1970, com o legendário piloto Kunimitsu Takahashi, que ficou famoso batendo seu “apex” (ponto onde o carro está mais perto da curva) em alta velocidade e derrapando na curva, saindo dela mais rápido que o normal. Depois da façanha ele ganhou uma legião de fãs que deram início ao Drift japonês. No Brasil, a atividade só começou a ganhar destaque com a popularização do Tuning e a chegada de jogos e filmes relacionados, como ‘Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio’. Depois da estreia, vários documentários e matérias em jornais e revistas começaram a falar sobre o Drift, dando visibilidade ao esporte radical no país.

Em Santos temos um caso onde o amor por esse esporte passou de pai para filho. Walter Santana Neto foi morar no Japão a trabalho e se encantou pelo Drift. Começou a comprar carros para praticar a modalidade.

Quando voltou ao Brasil, montou um carro importado e começou a praticar o esporte em locais fechados como estacionamentos, kartódromos e autódromos. “Comecei no banco do passageiro do meu pai. Com 13 anos eu andava de Kart e já era louco para entrar no Drift”, revela Diego Higa.

Logo vendeu seu Kart e assim que completou 14 anos comprou um carro nacional para aprender a modalidade. “Comprei uma Omega Suprema. Depois de aprender e penar bastante evolui de carro e peguei um Nissan Silvia, aí comecei a participar dos campeonatos. Já corri brasileiro, paulista e mineiro, entre outros”, afirma. Hoje aos 18 anos, seu carro oficial é um Nissan 350z dourado, todo homologado para o esporte e faz parte da equipe NSC Garage.

Sua próxima competição é o Super Drift Brasil no dia 5 de julho, no autódromo de Interlagos. Diego é líder do campeonato e tem grandes chances de ser o campeão. Higa é mesmo apaixonado pelo esporte e pretende viver disso, mas no momento está sem patrocínio. Ele treina no Centro de Convenções de São Vicente e em Interlagos.

“Quando você se classifica, a pontuação é julgada da seguinte forma: melhor ângulo constante, melhor velocidade e proximidade aos Clip Points (cones ou outros objetos que ficam na pista para se chegar o mais perto possível, quanto mais perto, maior a pontuação). Aí depois os juízes formam as chaves e a disputa é sempre entre dois carros. Tem uma volta de aquecimento e uma segunda volta. Um piloto vai na frente e o outro atrás e depois inverte. O de trás tem que aproximar o máximo do carro da frente sem parar de fazer Drift e o da frente tem que ir o mais rápido possível para impedir a proximidade do de trás”, explica Diego Higa.

Se você está se perguntando se o esporte é perigoso, Higa admite que sim. “É perigoso, pois os dois carros andam colados o tempo inteiro. Bons pilotos andam a menos de um metro de distância entre si a mais de 100 km/h. Pode haver colisão e um dos adversários ser jogado na parede e até para fora da pista”, informa. Um prato cheio pra quem curte adrenalina.

 

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