Charles do Bronx

agosto de 2014

por Evelyn Cheida

Creditos: 
Fotógrafo: Tom Leal

Vida e luta de Charles do Bronx do UFC

Charles Oliveira, o Charles do Bronx, tem uma história de vida incrível. Nascido e criado em uma comunidade no Guarujá, é um exemplo de fé, humildade e simplicidade. O menino que fugia da escola pra treinar Jiu Jitsu chegou ao UFC por puro merecimento e é o único representante da Baixada Santista. Lutador ágil e sagaz, hoje mantém um projeto social que atende quase 100 crianças carentes. Esse nasceu pra brilhar. A Zerotreze teve a honra de saber mais sobre essa trajetória fascinante da favela ao topo mundial dos sonhos de qualquer lutador. Essa matéria é praticamente sua biografia.

 

Infância

Caiçara, nascido e criado no bairro do Pae-Cará em Vicente de Carvalho, ao lado da comunidade do Chaparral. Difícil imaginar, mas na verdade Charles Oliveira é um menino caipira. Sim, o que ele mais ama nessa vida são cavalos e pescaria. Passa quase todo tempo de folga junto aos bichos que tanto ama, na cocheira que fica dentro da favela. As dezenas de viagens feitas ao exterior e as glamurosas lutas do UFC não mudaram em nada sua essência. “Sou da favela e sempre serei”, garante o lutador de 24 anos.
Quem não é do Guarujá pode não entender o porquê do Bronx em seu nome. É o apelido de Vicente de Carvalho.

“Sou do Bronx porque sou da favela, da periferia. Minha vida é a favela. Fui criado a duas quadras da comunidade, meus melhores amigos são de lá, crio cavalos na favela, minha vida toda é voltada pra isso. Ontem estava andando a cavalo com meus amigos e um cara chegou gritando, mandando a gente parar. Achei que era alguma confusão, mas o cara queria tirar uma foto comigo. E estávamos justamente comentando aonde eu consegui chegar sem sair da favela”, conta Charles com orgulho.

Filhos de pais batalhadores, eles sempre tiveram a preocupação de fazer os filhos praticarem esporte, a salvação contra a vulnerabilidade social de onde vivem. Charles fez natação (pago pelo patrão de sua mãe, que disse que o que seu filho fizesse, os filhos da Dona Ozana também fariam), capoeira, karatê, judô, mas sonhava ser jogador de futebol. Ao lado de um amigo, ainda criança começou a lavar caminhões para ganhar dinheiro. Este amigo o chamou para treinar Jiu Jitsu, mas ele pensava que sua mãe, que sempre foi muito rígida na educação dele, não deixaria.

 

O começo no Jiu Jitsu

Por incrível que pareça, sua primeira impressão do esporte não foi boa. “Eu olhei aqueles caras lutando no chão e falei pro meu irmão que não queria ficar me agarrando com ele daquele jeito. Fora que na primeira aula tomei o maior coro de uma menina. Jurei que não voltaria nunca mais”, diverte-se. Mas não desistiu. Graças a uma bolsa, começou a treinar no mesmo lugar que treina até hoje, a Academia do Bronx.
Mas por um tempo não quis treinar no mesmo horário da menina. Treinava com os adultos e preferia apanhar deles. Passou a treinar três vezes por dia de tanto que gostou da arte marcial. Uns dois meses depois, já tinha até ganhado campeonato e agora se sentia pronto pra enfrentá-la novamente. Ganhar dela finalmente foi um alívio. Pode-se dizer que aquela garota que bateu nele foi um belo incentivo a sua carreira. Imaginem que hoje ela deve ver ele na TV e dizer: Eu já dei um pau no Charles do Bronx! Muitas risadas na entrevista.
Ele começou a treinar tanto que os amigos pararam de vê-lo na rua, até pensavam que ele estava viajando. Quando soube do campeonato paulista, garantiu ao irmão Hermison que ia participar e vencer. O irmão achou absurdo, pois tinham acabado de começar a treinar. Os dois venceram. Charles começou a vender papelão com um amigo para conseguir dinheiro para ir aos campeonatos.

 

O surgimento de um fenômeno

Passou a ir a todas as competições, que eram divertidas, mas não tinham premiação em dinheiro. Charles fazia de tudo para continuar na luta. Vencia tanto, que aos 13 anos já tinha gente que quando ouvia o nome dele, desistia de lutar. Nascia uma estrela. Magrinho, lutava também na categoria absoluto com meninos bem maiores e pesados. Nada o intimidava.
Charles pesando 60 kg, lutou no mundial com um cara de 128 kg. Ganhou o mundial, o panamericano, o brasileiro, o sulamericano e diversos paulistas. Ganhou dois títulos mundiais que lutou aqui no Brasil e ficou em segundo lugar logo na primeira vez que competiu. Foi então que a academia do Bronx começou a também ter aulas de MMA. E duas vezes por semana, Charles começou a treinar na academia do famoso Macaco, em São Paulo.  Aos 17 anos, passou a treinar com os melhores lutadores da época. Foi quando as fugas da escola começaram, para treinar com os feras em São Paulo, agora além de Jiu Jitsu, MMA.

 

A conquista do MMA

Teve um campeonato amador de MMA no Rio de Janeiro e o Macaco queria que todos participassem. Charles, totalmente novato na modalidade se jogou, como de costume. Dona Ozana não apoiou a ideia, tinha medo de ver o filho machucado. Foi a primeira vez que se viu obrigado a mentir pra mãe. Mas na volta, esqueceu a mochila aberta com os equipamentos de MMA. Ela ficou possessa, brigou até com o professor do Charles, Ericson Cardoso. Pois sabendo apenas Jiu Jitsu, Charles ganhou as lutas. Pegou gosto pela coisa e decidiu que era isso que queria.

Surgiu o GP do Predador, que diziam que quem ganhasse iria para o UFC. Quem ia lutar era o Flávio Álvaro e o card estava repleto de grandes nomes como Viscardi, hoje no UFC, Jackson Pontes e Diego Braga, todos com muitas vitórias. Mas faltando 15 dias para a luta, Flávio se machucou. Foi quando Macaco convidou Charles para lutar. Ele aceitou de brincadeira, sem levar a sério que lutaria pela primeira vez como profissional de MMA em um GP de 77 kg, sendo que ele pesava menos que 70 kg.

“Quando cheguei em casa, meu professor me ligou. Me perguntou, Charles, você está ciente do que topou?”, lembra. “Não sabia nem dar um soco na época, nunca fiz Boxe. Era realmente uma loucura, mas eu tinha acabado de completar 18 anos e resolvi encarar. Pensava que não podia apanhar lá, porque senão apanharia em dobro da minha mãe em casa”, recorda. Mas como tudo na vida de Charles, deu certo. “Comecei a treinar numa academia lá em São Vicente que tinha um octógono, lá me ensinaram como dar jab e direto”, revela.

Todos diziam que o campeão desse GP seria o Jackson Pontes. “Cheguei a pensar, onde eu me meti meu Deus, vou ter que lutar três vezes só com caras de nome e maiores do que eu. Seja o que Deus quiser”, conta. Mas Deus parece mesmo estar ao lado de Charles. Ele venceu as três lutas. Os nomes foram sorteados e ele só rezava para não pegar o Jackson. Pois foi justo ele que ele pegou para a primeira luta. Todos os caras bateram os 77 kg de sunga. Charles - que pesava só 67 kg - se pesou com roupa, dois casacos, carteira cheia dos amigos, tudo para parecer mais pesado e mesmo assim chegou a apenas 72 kg. Enquanto ele tentava ganhar peso, os caras tinham perdido só para a pesagem. “Logo depois eles começaram a comer feito loucos, e eu pensando, nossa, os caras passam fome, meu! E eu normal, no meu peso normal nem tava com fome, não entendi nada, ainda era muito inocente”, reflete. No dia seguinte, viu os oponentes chegarem com seus pesos verdadeiros, de 83 a 89 kg e ele do mesmo jeito. “Pensei que ia morrer”, entrega. Finalizou o Jackson logo no primeiro round. Depois lutou com Viscardi, que era bem maior e venceu o primeiro round. Mesmo sem saber socar direito, nocauteou com um direto no segundo round. Na terceira luta venceu Diego Braga, também por nocaute.

Foi a primeira vez que Charles ganhou dinheiro pela vitória. Na volta pra casa, o rádio do treinador tocou. Era o convite para mais um GP dali a 15 dias. Os R$ 5 mil foram a festa. “Achei que minha mãe ia ficar feliz, fiz uma grande compra no mercado pra casa. Mas ela ficou seis meses sem falar comigo e com meu pai. Ela realmente tinha medo do MMA”, revela. Ele gastou tudo em um dia. Comprou kimono, equipamentos, levou um monte de amigos pra comer lanche, ajudou em casa e já era. Mas duas semanas depois chegou o segundo GP. Ganhou as duas primeiras lutas e na terceira adivinha? Jackson Pontes de novo. Charles o nocauteou outra vez. Ganhou mais R$ 3 mil. Dessa vez deu tudo para o pai. Aí lutou mais um mundial de Jiu Jitsu, o primeiro que ganhou dinheiro. Ganhou no absoluto mais R$ 2 mil.

Foi chamado pra lutar o Ring of Combat, primeiro campeonato no exterior, mas não havia nenhuma ajuda de custo. Ele já tinha 13 vitórias no Brasil. A então namorada, que hoje é sua esposa, se juntou com a mãe dele pra fazer uma rifa pra conseguir o dinheiro da passagem. Conseguiram apenas o de ida. Ele foi determinado a vencer, pois só assim teria como pagar a passagem de volta. Adivinha?  Ganhou o cinturão, finalizando no primeiro round. “Fui duro e voltei duro, o prêmio que ganhei só deu pra comprar a passagem de volta mesmo”.  Depois teve outro GP em Santa Catarina, que ganhou novamente. Esse evento ainda seguia as regras do Pride, o verdadeiro Vale-Tudo.

 

A chegada ao topo não é um mar de rosas – Trajetória no UFC

Foi aí que surgiu o convite para entrar no UFC, o sonho de qualquer lutador. Na verdade, Charles nunca almejou isso. Uma vez assistindo ao UFC em um bar com a galera, disse apenas de brincadeira “um dia vocês vão estar me vendo nessa TV”. Mas que boca santa esse menino tem! Macaco havia se mudado para os Estados Unidos e surgiu uma oportunidade de luta no UFC na categoria de 70 kg. Quando ele ligou para o Charles, mal pôde acreditar. “É lógico que eu quero!”, respondeu na lata. Isso tudo como faixa roxa de Jiu.
Charles do Bronx finalizou sua primeira luta no UFC em 43 segundos. Na segunda luta enfrentou Escudero, vencedor do TUF dos EUA e finalizou o mexicano no terceiro round, pulando nas costas dele e dando um mata-leão. Venceu as três lutas do primeiro contrato.
A primeira derrota foi no Canadá, por conta de uma lesão no joelho. É a primeira vez que ele fala sobre isso com a imprensa. “Não falei nada pra ninguém, mas já estava sentindo meu joelho no Brasil. Além disso, estava com a costela quebrada”, revela à Zerotreze. Vencida a lesão, voltou a lutar e venceu novamente em 43 segundos. No terceiro contrato, foram duas derrotas e uma vitória. Ele não tratou a lesão do joelho. Pra piorar, para perder peso teve que pedalar e foi aí que lesionou mais ainda. “O ligamento do meu joelho desceu. Entrei carregado, tanto que não há filmagem da minha entrada”, revela. Mas mesmo assim insistiu em lutar. Dessa vez errou. Foi nocauteado e levado ao hospital e quando voltou ao Brasil, ficou seis meses parado em recuperação.
Fez uma grande luta contra o Frank Edgar, mas perdeu por 2 rounds a 1, sua 4ª derrota no UFC. 2013 foi o ano mais difícil da vida dele. “Estourei o ligamento da coxa e fiquei mais oito meses parado. Quando eu lutava eu perdia e quando eu voltava a lutar tinha alguma lesão, foi realmente um ano terrível pra mim. Acho que senão tivesse a academia aqui com meu projeto social poderia até ter desistido. Mas coloquei na cabeça que 2014 seria um ano diferente”, afirma. Voltou a lutar em Santa Catarina em fevereiro e felizmente conseguiu vencer novamente. Sua próxima luta no UFC está marcada para este mês, dia 28 de junho, na Nova Zelândia.

 

Cartel no UFC

Seu cartel no UFC: cinco vitórias, quatro derrotas e um no contest (uma joelhada considerada ilegal, a luta foi anulada). Ele só perdeu no UFC, nunca perdeu no Jiu Jitsu. “Essa próxima luta é importante demais pra mim, preciso vencer de qualquer maneira pra espantar de vez a má fase. Nessa eu vou pra matar ou morrer”, avisa. Só no Brasil foram 16 vitórias consecutivas. Mas quando chegou a faixa preta nessa trajetória toda? “Quando fiz a finalização da noite, que foi uma chave de panturrilha, nunca feita no MMA antes, ganhei a faixa preta”, impressiona. Hoje com 78 kg terá que chegar aos 66 kg. A dieta começa já, mas pretende ganhar esses 12 kg de volta após a pesagem, em um dia. Vida de lutador não é fácil não!

 

O herói do Bronx

Abrir a academia em agosto de 2012 foi a realização de um sonho. “Só tive a oportunidade de ser quem eu sou por causa de um projeto social que me deu uma bolsa para treinar. Meu sonho era retribuir isso um dia, ajudando a molecada da comunidade. A primeira coisa que eu fiz quando inauguramos foi abrir os horários para o projeto. O MMA é o futuro da molecada e graças a Deus hoje posso ajudar”, conta com brilho nos olhos. 94 crianças são atendidas pelo projeto, onde é exigido que todas as crianças e adolescentes estejam na escola e indo bem. “Todo mês os pais tem que vir aqui e apresentar o boletim do aluno, essa é a condição. Palavrão e briga também não são permitidos aqui. Se aprontam, passam no famoso corredor do Jiu Jitsu ou deixamos eles alguns dias afastados do treino. É a forma que encontramos de educar, sem disciplina e respeito não há sucesso”, garante Charles.

“Esses meninos da comunidade que treinam aqui são meu orgulho. Criamos um vínculo muito grande com eles. Eles querem passar o dia aqui, dormir na minha casa. Perguntamos qual nome eles queriam dar pro projeto, mas eles querem que se chame mesmo Charles Oliveira”, conta. “Eles querem ser como o Charles, querem levar o nome dele, se espelham demais nele, por isso que ficou mesmo Projeto Charles Oliveira Gold Team”, conta a esposa Talita Roberta, professora do projeto.

Vários garotos já foram salvos por essa ação social.

“Uma vez me avisaram de um menino que trabalhava no tráfico e vivia armado. Hoje ele luta campeonato e saiu desse caminho errado. Nada pode ser mais gratificante pra mim. Sinceramente, o Jiu Jitsu e o MMA realmente salvam, temos vários exemplos aqui”, afirma.

“Passo muitas dificuldades aqui, já chorei muito dentro dessa academia. Mas não fecho por conta do projeto social, eles pra mim vem em primeiro lugar”, diz Charles. Mas não seria melhor pra sua carreira viver nos EUA? “Posso te falar a verdade? Eu sou favelado. Não tem como morar fora. A minha vida é assim. Eu treino de manhã, almoço com a minha esposa, depois vou pra favela. Passo quase o dia todo lá tirando os horários de treino. Passo o dia com meus cavalos, lá fora dificilmente eu teria essa vida. Passei um mês no Texas e New Jersey e quase fui à loucura, foi um tédio. Sei que seria melhor, quem sabe um dia. Mas hoje quero manter minha academia aqui, vencer as lutas do UFC, poder ajudar meu projeto, estar perto das pessoas que eu gosto, da minha família. A próxima luta eu tenho que vencer de qualquer maneira e quero lutar mais três vezes neste ano ainda. Quero conseguir o cinturão e lutar no UFC enquanto eu tiver forças pra isso”, avisa.

“Quando eu lutava Jiu, eu dizia que um dia ainda ia sair numa revista e que iam me pedir autógrafo. Quando via lutas do UFC em um bar, eu disse brincando que um dia aquelas mesmas pessoas estariam assistindo a mim. Menos de um mês depois fui chamado pro UFC”, relembra. Boquinha santa hein, Charles! Quer contar pra gente os números da mega sena?  

“Minha paixão era Jiu Jitsu, tudo que eu queria era lutar e vencer no Jiu. Deus foi bom demais comigo, até as coisas que eu falei brincando ele realizou”, agradece. Conseguiu comprar um sítio, uma casa, montar sua academia, comprar seus cavalos, ajudar sua comunidade.

“Meu sonho mesmo era estar sentado em uma fazenda com um matinho na boca, só olhando o gado, ouvindo músicas de boiadeiro. Nasci no lugar errado, sou do Guarujá e nunca gostei de praia. No meu tempo livre, quando não estou com os cavalos, estou pescando. Sou pescador que não come peixe, devolvo pro mar”, declara o inusitado lutador.

E cadê os passeios com a esposa, seu Charles? “Pra não dizer que a gente não faz nada, vamos todo domingo à missa e depois damos um passeio na praia. Mas logo ele já quer voltar”, conta Talita. Já estão juntos há seis anos e acabaram de se casar. “Eu amo praia, sou praieira, caiçara com orgulho, mas não vou por causa dele”, revela a doce Talita. “Eu casei mesmo com a mulher certa, porque eu gosto de mato e quando eu vou, ela me acompanha, mas quando ela quer ir à praia eu não vou”, responde Charles aos risos. Santa Talita! “Ela não pode reclamar, sou um marido amoroso. Ao invés de trair ela com outras, quando não estou com ela estou com cavalo ou com os peixes”. “Ele me troca pela égua e eu não posso reclamar, vê se pode”, brinca Talita.

“Peço que todo mundo torça e reze por mim nessa próxima luta, que vai ser muito dura. Vou estar do outro lado do mundo, mas levando o nome do Brasil. Que Deus me guie no caminho da vitória e que me proteja de qualquer lesão neste período forte de treino que começa agora”, pede Charles. Ele continua treinando na academia do Bronx até hoje. E duas vezes por semana treina na Chute Boxe, em São Paulo.

“Ainda não definimos como vai ser meu camp, provavelmente vou treinar uns dias na academia do Macaco no Texas. Essa é a melhor estratégia, pois dessa vez a luta será muito longe e é melhor dividir a viagem. Dos EUA pra lá é bem mais perto e fica bem menos cansativo”, afirma.  

Normalmente ele já treina seis horas por dia de Boxe, Muay Thai, Kick Boxe, Jiu Jitsu e MMA. O dono de quatro cinturões de MMA no Brasil e um cinturão no exterior quer muito mais. Afinal, ele realmente merece muito mais. Como agora vocês também já sabem, Charles é o que podemos chamar de “bom menino”. Estamos na torcida garoto, traz mais essa pro Brasil!
 >>>> Não perca!!!
UFC > 28 de junho > Nova Zelândia> Charles do Bronx VS. Hatsu Hioki

 

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