Australia

novembro de 2014

por gerente

Leonardo Barletta saiu de Santos para passar seis meses na Austrália. Acabou ficando e quase seis anos depois, garante que vive a vida dos seus sonhos. Surf, natureza, qualidade de vida e muitas viagens são motivos de sobra pra ser feliz

 

“Difícil encontrar estilo de vida melhor do que o daqui. Não é preciso se preocupar com nada, a segurança é total. Independência, qualquer trabalho te proporciona poder alugar uma casa, comprar um carro, coisa que no Brasil é bem difícil”, inicia Léo. “Praias desertas, lugares maravilhosos, realmente o cenário deste país é incrível”, completa.  

É difícil não invejar o lifestyle australiano. “Não interessa a idade, você sai da escola e já vai trabalhar e ter condições de viver bem. Estou com 27 anos e a maioria dos meus amigos aí no Brasil ainda mora com os pais. Aí se trabalha muito e é muito difícil de conquistar as coisas, comprar uma casa e um carro, tudo é muito difícil”, avalia.

Leonardo é residente australiano e daqui alguns anos pode virar cidadão. Mas como residente já tem todos os direitos de um nativo, com a exceção do passaporte. “Sempre fui muito bem recebido, super bem tratado, o sistema funciona tudo direitinho, não é como no Brasil que tudo é travado, difícil. Aqui tudo é rápido, sem burocracia. Para comprar um carro usado é só ir na casa da pessoa e assinar um papel, não preciso fazer mais nada. As facilidades do dia a dia, o lifestyle, o Surf top, a galera, tudo isso me fez querer ficar”, explica.

Léo diz que nesses anos que está lá aprendeu muita coisa que aqui não aprenderia.

“Trabalho com construção, sou pedreiro e minha mulher é aeromoça. Onde que um pedreiro aí no Brasil ia pegar uma aeromoça? Aqui um pedreiro e um milionário podem sentar no mesmo lugar e se eu tiver uma firma de construção também vou ficar rico. As oportunidades são muito melhores, tudo é mais fácil. Aqui só é um perdedor quem quiser ser mesmo!”, afirma.

Na Austrália estudou conservação e manejo de terras, e no Brasil se formou em Gestão Ambiental. “Tenho muita vontade de trabalhar na área ambiental, quero muito trabalhar na área de conservação de animais marinhos, mas ainda não tive oportunidade. Continuo tentando, é um sonho”, revela. “Mas já estou há muito tempo trabalhando com demolição e me dei bem. Porém ainda quero tentar a área ambiental. Senão rolar vou fazer mais cursos na área de construção, para quem sabe um dia abrir minha empresa nesse setor que é bem rentável”, conta.

Léo acorda todo dia às 6 horas da manhã e trabalha até 15h30. Mora em frente a praia e se tiver onda, cai pra dentro. Vive com a namorada australiana há três anos. Tinha 22 anos quando foi pra lá e tudo que queria era viajar e surfar. Apesar de amar Santos, sua raiz - tanto que tem 013 tatuado na perna - diz que não pensa em voltar de forma alguma.

O lugar onde mora é mais alternativo, não é uma grande cidade e não tem nenhum brasileiro. “Só tenho contato com australiano. A maioria dos brasileiros que vem a Austrália vão viver em Sidney ou na Gold Coast e se juntam a comunidades brasileiras que já vivem lá. Vivo um estilo alternativo, pois vim para Perth e só conhecia duas pessoas, cheguei e fui morar numa casa de família e então meus primeiros amigos foram australianos e até hoje é assim. Moro na Central Coast que quase não tem nenhum brasileiro”, diz.

“Tem muito brasileiro que vem pra cá que é presepeiro, em Sidney nossa fama não é boa. Mas claro que não podemos generalizar”, afirma.

O que tem de mais irado na vida do Léo? “O que mais gosto de fazer é pegar onda, surfo muito e trabalho muito aqui. Moro em Copacabana Beach (isso mesmo) no estado de New South Wales, na costa leste da Austrália. Amo esse contato com a natureza, tinha uma baleia pegando onda comigo outro dia, no outro uns 40 golfinhos pegando a mesma onda que eu. Na minha varanda aparecem sempre cacatuas gigantes e papagaios megacoloridos. É maravilhoso”, garante.

Mas não é perigoso surfar por aí, cara? “A costa oeste, onde eu morava antes, foi considerada o lugar com mais ataques fatais de tubarão no mundo no ano passado. Vi várias pessoas sendo tiradas mortas da água, sinistro! Mas graças a Deus estou inteiro”, diverte-se.

“Viajo bastante pelo país, tudo é diferente. Tem coisas que só se encontra aqui mesmo, os animais, formações rochosas, vegetação, deserto. Uma das melhores coisas de morar aqui é a localização. Estamos perto de diversas ilhas incríveis, Fiji, Tahiti, Samoa, Nova Zelândia, Indonésia. Todo ano vou pra Indo. Pelo fato de minha mulher ser aeromoça ainda consigo desconto nas passagens, o que me ajuda a viajar bastante”, diz o sortudo. “Outra coisa legal, aqui fiz amigos do mundo inteiro”, acrescenta.

E de Santos, ainda sente saudades com tudo isso? “Sinto muita falta da minha família, que é muito grande e muito unida, sou o único que vive fora do Brasil. Dos meus amigos que cresceram comigo. Saudade de sair tarde, poder ir a um bar a qualquer hora. Aqui o pessoal sai às 20h e 2h da manhã já não tem mais nada na rua”, comenta.

Se estivesse no lugar dele você voltaria? Acho que não, né? Aproveita mesmo Léo, mais um Zerotreze curtindo a vida pelo mundo!

 

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