Skate - João Victor & Linguinha

dezembro de 2017

por gerente

Por Thays Corrêa Fotos: Tom Leal
Matéria referente a Junho - Julho - Agosto - 2017

Eles são melhores amigos, treinam juntos, competem juntos e dividem a alegria de estar fazendo as manobras mais radicais nas pistas por aí. Os skatistas João Rojas Adrião, o Linguinha, de 8 anos e João Victor Candido Andrade de 10, provam para você que tamanho não é documento.

Correndo o circuito brasileiro de Bowl, Banks e Pool, Linguinha já começa a despontar no Skate logo cedo.

Sua mãe, Erika Rojas dirige pelas estradas afora para acompanhar o filho que promete ser destaque nos próximos anos pelo talento que já demonstra desde pequeno.

“É uma vida muito cansativa, de dedicação, viagens longas, treinos intensos, mas vale cada segundo”, diz Erika.

Linguinha começou a andar de skate aos 5 anos de idade com o pai, e demonstrou tanta facilidade que nunca mais parou. Atualmente ele anda de skate todos os dias, na Palmares ou no Quebra-mar, mas tem uma reclamação:

“Na minha cidade não tem uma pista coberta, então quando chove, atrapalha o rolé”, disse o skatista.

O skate trouxe para linguinha não apenas grandes amigos como também ídolos.

“ Meu ídolo é o campeão mundial Pedro Barros, que é quase um extraterrestre! Faz coisas que nenhum outro skatista faz, mas dos seres humanos normais tenho muitos amigos muito estilosos, o Jhony Gasparoto, Pedro Quintas, Miguel de Oliveira, Ariel Pilar, Kakinho, Murilo Peres, Luisinho e o Rafael Pingo, que é meu técnico”. 

Para João Victor a história não é muito diferente, praticante de skate desde os dois anos quando acompanhava o pai na pista do Chorão, João Victor já praticou capoeira, natação, futsal e judô, mas foi no skate que encontrou sua paixão.

Ele também participa do circuito brasileiro de Bowl junto com o amigo Linguinha e garante que a carreira está só começando.

Sobre a sua rotina de treinos, João Victor conta que adora a Praça Palmares e o Quebra-mar, mas muitas vezes precisa ir treinar na capital porque garante que as pistas por lá se parecem mais com pistas que corre em campeonatos oficiais. “O meu professor Rafael Pingo que é skatista profissional, eu tenho um amigo que corre na categoria amador que se chama Luiz Francisco, o Luizinho, que também é um ídolo e o melhor skatista de todos os tempos”, disse João Victor sobre seus ídolos no skate.

Perguntei para João Victor sobre os patrocinadores e se alguém ajudava a família dele a pagar as inscrições dos campeonatos, mas ele disse que é apenas com o apoio da família que ele consegue se manter skatista.

“Não tenho patrocínio, meu único apoio, além da minha família, é do meu professor Rafael Pingo, da marca Dirty Joy, fora todo o aprendizado que ele me passa dentro e fora da pista! Os custos acabam ficando por conta da minha mãe e com a ajuda da família e dos amigos. Ás vezes ela faz brownies e pães de mel e tudo o que a gente vende é para ajudar nos custos do campeonato!”, disse o pequeno skatista consciente. “Gostaríamos muito que nossa cidade tivesse um Bowl de qualidade, de preferência coberto para podermos treinar para os campeonatos. Pois na categoria de base, cinco dos melhores participantes do circuito brasileiro são de Santos e a falta de um Bowl aqui acaba nos prejudicando. Para evoluir temos que andar todos os dias em boas pistas, apesar de sermos crianças, somos atletas de alto rendimento”, completa João Victor

E quando pergunto aos dois qual é o seu sonho? A resposta é exatamente igual:

“Nós queremos ser skatistas para sempre, mesmo se a carreira não der certo. Skateboard é a nossa vida. É o nosso estilo de vida!

Projeto Skate Terapia

Nos fundos do estádio da Portuguesa Santista, em Santos, o empresário Lupércio Conde teve uma grande ideia. Apaixonado por surf e skate, Lupércio criou a Skate Terapia, um projeto social que engloba crianças com deficiência intelectual para praticar aulas de skate.

O Halpipe foi construído com ajuda do Rotary Clube de Santos e custou 12 mil reais.

Segundo o professor de skate, Fábio Engel, as crianças já esboçam algum desenvolvimento na primeira aula.

“O skate já é um esporte radical para pessoas sem deficiência, para eles o desafio é muito maior. A sensação de deslizar no skate estimula a adrenalina, e em movimentos leves eles ativam o que está adormecido no cérebro. Com o vai e vem do skate a expressão deles é de felicidade. Nós ficamos felizes, e eles também”, disse o professor.

A Zerotreze foi até lá assistir uma aula de skate com os alunos da NAPNE – Núcleo de Atendimento a Portadores de Necessidades Especiais – e o resultado entre os alunos foi realmente impressionante.

“Eu adorei andar de skate. Quero voltar outros dias para fazer mais aulas”, disse Thays Fortunato, portadora de Síndrome de Down.

Para a professora de Educação Física, Jaque Pita, o projeto é sensacional: Acreditar no potencial individual deles ajuda na parte esportiva e na vida em geral. Cria uma empolgação neles que é fantástica”, completou a professora.

A assistente social e coordenadora do projeto, Monica Kellerman explicou que o projeto consiste em 8 aulas para cada aluno com o custo total de R$ 480.

“Precisamos de ajuda de empresários e pessoas físicas para apadrinhar uma criança e cobrir os custos da aula”.

O projeto também atende aulas particulares para qualquer pessoa que queira aprender manobras e virar esportista radical com esse esporte estimulante.

Para maiores informações encontre no Facebook a fanpage Skate Terapia.

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