Bodyboard ao extremo

dezembro de 2017

por gerente

Por Juliane Costa
Fotos: Arquivo Pessoal
Matéria referente a Junho - Julho - Agosto - 2016

E quem acha que praia e mar são atrativos apenas para se distrair, não conhece o atleta de Santos, Renan Faccini, 26 anos, que usa a energia do mar profissionalmente. O atleta de bodyboard, um esporte totalmente diferente do surf, começou com apenas 12 anos a pegar onda, começando pelo bodyboard e depois indo para o surf. Mas com o tempo, Renan percebeu que com o bodyboard a sensação debaixo d'água era totalmente diferente e resolveu voltar a praticá-lo, dessa vez com pranchas profissionais. Embora os dois esportes sejam praticados no mar, o praticante de bodyboard tem como auxílio os pés de pato ou barbatanas que servem de apoio na execução das manobras.

Foto: Diego Villamarin

Titulado como um dos melhores bodyboarders do mundo, o atleta de Santos vem conquistando seu espaço no esporte. Já morou nos Estados Unidos durante 11 anos e hoje mora em Santos, vive do bodyboard profissionalmente e não participa mais de competições para se dedicar 100% ao free surf. Renan já pegou onda em diversos países, entre eles, Estados Unidos, México, Chile, Alemanha, Portugal, Espanha, França e Brasil. Mas na sua opinião, o Chile é o melhor lugar para pegar ondas, pois além de ser um dos lugares mais constantes do mundo, tem ondas o ano inteiro e não tem "crowd" (quando tem muitas pessoas na água), tornando mais seguro as manobras.

Atualmente ele prepara um novo projeto, o lançamento de sua própria marca de prancha. "Vão vir de fora e vão ser bem diferentes do que já tem no mercado", diz. Além de lançar sua marca, o atleta também desenvolveu uma máquina que foi lançada no início de maio. É uma máquina portátil, cabe no porta mala do carro, com finalidade de usá-la em qualquer lugar que não tenha tanta onda. Funciona como um carretel em uma corda, puxando a pessoa em torno de 75 km em segundos. Foram dois anos de desenvolvimento, adaptações e melhoramento. "E depois da invenção dessa máquina, não tem essa de não ter onda, pois ela serve justamente para isso", explica.

Renan já foi campeão iniciante, amador e profissional paulista. Ficou em segundo lugar no evento de convidados, que foi um dos maiores eventos do Brasil, ShoreBreak - fundo de pedra do Rio de janeiro, como melhor manobra. Venceu a disputa de Free Surf Bodyboarding (FSB) em 2015, que é um evento com os melhores atletas de free surf (são atletas que não participão de competições, somente produzem vídeos e imagens). A disputa consiste no envio de um vídeo com duração de um minuto e meio, contendo as melhores imagens do atleta durante um mês. Esse vídeo é postado no site do evento e aberto para a votação do público. Renan venceu os votos de internet e do juiz.

Foto: Diego Villamarin

Além desse evento, o atleta também venceu a disputa online em 2013 da revista australiana, Riptide, que é a principal revista especializada no bodyboard, sendo assim, é a melhor coisa que um atleta de bodyboard pode ganhar. A disputa reuniu os 24 melhores bodyboarders do mundo, que estão se destacando, sendo através da mídia ou da competição. Renan venceu as votações da internet e ficou em terceiro lugar na votação interna. "Como é no olho em geral, é um trabalho feito de como você se destacou durante todos esses quatro anos", diz. Então não adianta estar na mídia ou conquistar eventos em apenas um ano, mas estar direto durante quatro anos, por isso é o maior prêmio que um atleta de bodyboard pode ter, estar entre os 24 melhores do mundo.

Mas pra quem acha que é só diversão está muito enganado, pois viver do esporte hoje em dia não é fácil, é necessário muita dedicação e persistência. Renan conta que sua maior dificuldade é conseguir organizar todos seus trabalhos e conciliar com sua vida pessoal. Além do desenvolvimento de seus projetos, Renan viaja para produzir vídeos e conteúdos para os canais de TV, materiais para revista, campanhas, além de promover as marcas dos patrocinadores nas redes sociais, é necessário ainda tempo para realizar reuniões. "Tudo isso toma muito tempo, porque a partir do momento que eu escolhi viver do esporte, a correria não parou mais", conta.

Foto: Jhonathan Serrano

Futuramente o atleta patrocinado pela MCD, Mafia Bros Dist., Skull Boards, Skull Fins, Saúde Integrada Santos e Raw Filming, deseja continuar a viver daquilo que gosta, do mar. Elevar o nível das pranchas, melhorar e aprimorar cada vez mais tudo que já conquistou.

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo