Fazendo arte: Uma história de superação

dezembro de 2017

por gerente

Por Thays Corrêa
Fotos: Raphael Angelo
Matéria referente a Junho - Julho - Agosto - 2016
Após sofrer um acidente surfando, o artista plástico Macarrão deu a volta por cima e mostrou que Arte no Brasil dá bom!

Macarrão começou sua carreira artística por hobby em 1996, e após um acidente na praia do Tombo no ano de 2000, Macarrão começou a ocupar 100% do seu tempo com a pintura de quilhas e pranchas.

Seus amigos levavam tintas e apoiavam o surfista que ficou afastado do mar por um ano e meio por causa de um Floater mal sucedido que causou um rompimento do ligamento do joelho esquerdo.

No entanto, Macarrão não se deixou levar pelo ostracismo. Começou a pintar pranchas novas para passar o tempo e disse que o começo não foi fácil:

“Eu pintava bolas e estrelas porque era a única coisa que eu sabia fazer. Mas, quando as pranchas iam para a água salgada, o trabalho todo era em vão, pois eu não usava o material adequado e as pinturas descascavam e desbotavam. Era frustrante”.

Foi aí que seu amigo Sininho trouxe do Hawaii uma caneta verde chamada Posca que é o material que ele usa até hoje.

Os desafios do início da carreira não paravam por aí. Macarrão pegou prática e começou a cobrar pelas pinturas, mas muitos calotes aconteceram na época:

“Fazia pinturas incríveis e trabalhosas para alguns amigos que nunca pagaram! Mas isso acontece, é melhor deixar para lá”, diz Macarrão com bom humor ao lembrar-se desta época.

O tempo foi passando e Macarrão foi aprimorando suas técnicas, seu traçado e aprendendo o material certo para cada tipo de pintura.

Hoje, ele já tem um portfólio de peso e fez pinturas em pranchas de surfistas famosos como Mineirinho, Filipinho, Jadson André, Caio Ibelli, Raoni Monteiro e Victor Bernardo e do Rapper Marcelo D2, além de contar com orgulho:

“Também já ensinei o Medina a fazer arte em pranchas”.

Um dos momentos mais primorosos de sua carreira, Macarrão conta que já participou de um evento no Rotary Club de Huntington Beach na Califórnia.

“Mostrei minha arte no exterior e fiquei realmente feliz, pois o evento era em prol de uma causa muito nobre: O combate ao câncer de mama”.

Com um currículo de peso, Macarrão se inspirou em artistas de peso como o tatuador americano Wellington Kudlinski, e o artista plástico Drew Borphy.

Quanto a sua dedicação ás Artes Plásticas, Macarrão garante que o Brasil é um lugar incrível para desenvolvê-las:

“Costumo me dedicar á arte durante a noite quando estou tranquilo em casa, sem nenhum problema para resolver, sem telefone tocando, sem ninguém por perto. Este é o meu momento de desenvolvimento. Fico no estúdio até altas horas da madrugada criando e pintando. Chego até a virar a noite e quando está amanhecendo, aproveito e vou surfar”, relata o artista.

Além da paixão pelo Surfe, Macarrão trabalha como gerente em uma loja de Surfwear no Guarujá, onde vive. E garante que consegue conciliar arte, trabalho voluntário, trabalho e viagens pelo Brasil afora. Sim! Todas as manhãs o artista faz um trabalho voluntário na CRPI – Centro de Reabilitação de Paralisia Infantil.

Foto: Beg Rosemberg

Macarrão é contratado por uma marca mundial de surfwear e viaja pelo Brasil para divulgar seu trabalho, além de ter seu trabalho publicado pelo livro americamo Inside Of Boards Graphics Skate Surf Snow, do qual tem muito orgulho por ter participado.

“Meu sonho é viajar pelo circuito mundial de surfe, mostrando meu trabalho e surfando ondas incríveis”, finaliza o artista plástico.

Pelo visto Macarrão ainda vai dropar muitas telas e pranchas e o acidente foi apenas o inicio de uma carreira promissora onde o limite é o céu, ou melhor: O mar!

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