MR. SANTOS

dezembro de 2017

por gerente

Por Thays Corrêa
Fotos: Raphael Ângelo
Matéria referente a Dezembro - Janeiro - Fevereiro - 2016/2017

Tudo começou em 1953, no ginásio do Santos Futebol Clube e nunca mais parou. 

Idealizado pelo ex atleta, Elias Oliveira Neto no Clube Saldanha da Gama em 1949, a modalidade era pouco conhecida na época, e que contava com poucos praticantes experientes, o que dificultava a prática da musculação.

Elias é professor de Educação Física e fundador do Clube Santista de Halterofilismo e durante todos esses anos acumulou diversos títulos em sua carreira de atleta, como por exemplo, foi pentacampeão do Mister Santos, tricampeão do Mr. São Paulo, tricampeão brasileiro de fisiculturismo, vice-campeão sul americano e campeão de levantamento olímpico.

Quando saiu dos palcos, Elias se tornou técnico e dirigente do esporte, e em 1960 foi um dos fundadores da liga santista de Halterofilismo, mentor de dezenas de atletas que procuravam em sua experiência a orientação necessária para se consagrarem campeões.

Durante todos esses anos de dedicação ao esporte, trabalhou de uma forma incansável, promovendo e divulgando o Mister Santos que hoje é conhecido mundialmente no mundo da musculação.

Atleta, técnico, dirigente, professor, Elias é um dos grandes nomes que levou o halterofilismo de uma maneira representativa para a musculação do Brasil.

Foto: Arquivo Pessoal

Foto: Arquivo Pessoal

Nos dias de hoje...

O atleta de 45 anos, Sérgio Gomes começou a competir em 1997 após 3 anos de preparação para as competições na categoria acima de 100kg, e conseguiu o título de campeão paulista estreantes no fisiculturismo

Desde lá adquiriu diversos títulos, entre eles foi quatro vezes vice-campeão do Mister Santos e duas vezes medalha de bronze no Mister Santos Internacional.

O atleta destaca a importância deste campeonato na carreira do fisiculturista:

“Para nós, iniciar a preparação para o Mister Santos é como se preparar para um campeonato de título mundial. Os melhores atletas do Brasil disputam o título de Campeão Absoluto (Overall), pois daí surgem as vagas para o Campeonato Brasileiro e o Arnold Classic Brasil, além de contratos com patrocinadores do evento”, disse Sérgio.

No entanto, Sérgio garante que a rotina do fisiculturista não é moleza.

“Começo minha preparação 14 semanas antes da competição. É tudo levado a sério. Uma parceria entre atletas e coaches”.

Não faça isso em casa

Se você quer se tornar um fisiculturista ou até mesmo procura praticar musculação como atleta amador, aqui vão algumas recomendações do médico endocrinologista e nutrólogo, Luis Fernando de Azevedo Piovezani.

“O primeiro passo é passar por uma avaliação médica completa. Ir ao endocrinologista, fazer exames do coração, ver o funcionamento de órgãos vitais, taxas hormonais e avaliação nutricional”, disse o médico.

E sobre a disciplina e a consciência nutritiva ele diz:

“O fundamental é a parte nutricional. São atletas que sempre devem ter o controle alimentar necessário para manter os nutrientes que o corpo precisa. Principalmente os carboidratos que fornecem a energia para o corpo, os carboidratos complexos evitam oscilações de insulina que podem causar hipoglicemia, uma suplementação ideal de proteína, que é responsável para a definição dos músculos. É preciso evitar as gorduras saturadas e as trans.

Segundo o endocrinologista a privação de alguns excessos também fazem parte do roteiro de treinamento:

“O atleta deve ter um controle na vida social, não ingerir bebidas alcoólicas,  principalmente eventos sociais que privam a noite de sono completa. Atletas que não dormem bem começam a alterar o ritmo circadiano de produção hormonal. É fundamental o acompanhamento com preparador físico. É um conjunto de simetria, proporção e definição muscular”. disse o médico.

Quando pautamos o assunto anabolizantes e auto suplementação, Luís Fernando foi categórico:

“Todas as medicações existem suas indicações e contraindicações, efeitos colaterais, posologia e devem ser respeitadas. Costumo falar sempre aos meus pacientes: o que diferencia um remédio de um veneno é a dosagem. Hoje em dia, é o que mais acontece nas academias, praticantes de atividade física fazendo uso e abuso de diversas substâncias sem o mínimo de conhecimento, e prescritas por profissionais que não são da área médica, o que é crime e causam sérios efeitos colaterais como: Ginecomastia, calvice, acne, aumento do risco de doenças cardiovasculares, como arritmia cardíaca, insuficiência cardíaca congestiva, morte súbita, atrofia testicular, levando a impotência sexual e infertilidade, câncer, entre outros efeitos colaterais. Reposições ou modulações hormonais podem ser feitas apenas com supervisão médica levando em consideração as indicações e a individualidade de cada paciente”, finaliza o endocrinologista.

Viu? fica a dica, não use remédios sem prescrição médica. Não há resultados sem esforços coerentes e conscientes.

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