Sonzera - Jerseys

novembro de 2017

por gerente

Por Evelyn Cheida Fotos: Tom Leal
Matéria referente a Junho - Julho - Agosto 2014

Conheça o Punk Rock dos Jerseys e viva o underground!

Formada por Phernandu Nunes no vocal, Tim na batera, Imakawa no baixo e Marcos na guitarra, os Jerseys lançaram o primeiro CD há um ano. E já estão ensaiando pra gravar o segundo CD. Eles começaram em 2012. Vindos de outras bandas, os amigos resolveram se unir pra fazer um som. Phernandu tem banda desde 1993. Tocou na Positive System, que durou 15 anos, entre outras, como a Antifashion, inspirada na música do Social Distortion.

A banda de Punk Rock traz referências diversas como Jazz (Chet Baker e Miles Davis) além do Punk Rock (Bad Religion, Pennywise, Pixies, Joy Division) e Rock (Smiths). Segundo eles, o novo CD está menos Punk e mais Rock, bem embalado pelo Jazz. Também vão participar do CD emTributo ao Lobotomia, banda dos anos 80. Fizeram uma versão em inglês e parece que os caras curtiram.

O primeiro CD foi gravado em dois dias em um estúdio em Itu. O próximo será gravado em Santos, vão tentar uns selos para lançar o disco novo. Caso não consigam, vão lançar apenas online. A maioria dos CDs foram dados pra galera. Até venderam no esquema “pague o quanto quiser” e receberam de R$ 1 a R$ 50 por CD. O canal gringo do Youtube, Hardcore World Wide, já passou os clips deles.

Já fizeram alguns shows em Santos e abriram pra bandas como Dead Fish e Voodoo Glow Skulls da Califórnia.  A banda canta em inglês e estão tentando gravadoras até no Japão. Todas as semanas eles ensaiam no estúdio de ensaio Mono, do Marcos. Tim é técnico de informática e cuida da mídias sociais da banda, Imakawa é diretor de vídeo e fez os quatro clipes dos Jerseys, Pher é tatuador e faz a arte dos CDs e camisetas.

O Punk Rock dos Jerseys é totalmente despretensioso. Não querem levantar bandeiras nem lutar por causa nenhuma. Quando perguntei a eles se tinham alguma mensagem, a resposta foi “fique bêbado ou morra tentando”, seguida por muitas gargalhadas.Pher explica que já teve essa preocupação em suas outras bandas. “Eu fui Punk, mas agora estou velho e não acredito mais que posso mudar o mundo. Nossa parada é proporcionar diversão e só. A única saída é explodir tudo. Até lá vamos beber whiskey!”, ironiza. “Eu acredito na mudança. Minha mudança para outro país”, brinca Imakawa. Difícil foi conversar a sério com esses caras.

“Somos do Punk Rock porque acreditamos na liberdade plena. Faça o que quiser sem encher o saco dos outros, basicamente é isso”, confirma Imakawa. Uma matéria de jornal inspirou um single e um web clip que foi lançado agora, Possessed to Whiskey. Eles participaram de um festival e estavam bêbados – a plateia ajudava e mandava a bebida pra eles no palco – e a matéria do jornal disse que a banda estava possuída pelo whiskey, mas mesmo assim fez um ótimo show. Este parece ser o combustível deles!

“Se temos que deixar uma mensagem é pra galera viver mais o Underground. Esquece a rádio, vá a shows pequenos, de bandas independentes, na praça, na rua, no boteco, em casas de show, qualquer lugar que role um som, vale a pena colar e ouvir. E claro, beba muito whiskey!”, afirma Tim. Recado dado.

Mas peraí, porque a banda tem esse nome? “Na segunda guerra mundial havia um barco que capturava e prendia os soldados que fugiam da guerra, desesperados, pelo mar. O barco era chamado Jersey. E os soldados que fugiam eram chamados de Jerseys. É isso, nós não queremos lutar pela pátria, nós somos os Jerseys”. Autenticidade eles tem. Descubra se o som é bom também em:

www.youtube.com/user/jerseysband

www.facebook.com/jerseysband

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